Radio Atlântida

segunda, 21 outubro 2019 09:25

Destino social das pessoas alterou-se, defende sociólogo

“As sociedades estão cada vez mais complexas”. A afirmação é do coordenador do 2.º Colóquio “Populações, Desigualdades e Ação Pública”, que diz ainda que é difícil perceber “a olho nú” todas as questões por que está a passar a sociedade.

Fernando Diogo deu exemplos dessa complexidade, referindo que o destino social das pessoas se alterou.

 

 “Antigamente, quando as pessoas nasciam e quando chegavam à adolescência percebiam, rapidamente, que o seu destino social estava, em boa parte, traçado logo a seguir ao nascimento”, afirmou o responsável, acrescentando que “a pessoa nascia num determinado ambiente, classe social, pertencia a um determinado género e já sabiam, mais ou menos, havendo, em alguns casos, que saiam ‘fora da caixa’, mas, de uma forma geral, o que ia haver na sua vida, iam crescer, arranjar um emprego não muito diferente dos seus pais, iriam casar, ter filhos, iam envelhecer, os filhos tomavam conta delas e a dada altura deixariam de existir entre nós”. Fernando Diogo diz que “neste momento, houve uma explosão de destinos possíveis e há muito trabalho, por exemplo, que é feito na análise sobre a juventude que tem mostrado que há uma grande diversificação no percurso dos jovens”. 

  

O professor universitário adiantou que, hoje em dia, há muitos jovens que não se querem casar, por exemplo, há mais divórcios e “recasamentos”, afirmando que as “famílias complexificaram-se”. Fernando Diogo re feriu que, atualmente, em convívios e festas, se encontra, por exemplo “uma senhora, o seu novo companheiro, o antigo companheiro, o namorado dele e os filhos dos quatro”, algo que outrora não acontecia.

 

O sociólogo diz que há, também, um processo de complexificação associado ao desenvolvimento tecnológico e aos meios de comunicação, em que, antigamente, a única forma de interagir era face a face e no seio da sua comunidade, “ou seja, o seu leque de sociabilidade era muito curto e num território muito pequeno, muitas vezes, circunscrito à sua freguesia ou à sua aldeia” e, hoje em dia, “reúnem-se através do ciberespaço, com comunidades virtuais e expressam os seus mais variados interesses”.

 

 Há também uma complexificação dos estilos de roupa que mostra essa “complexificação da sociedade”. Fernando Diogo refere que “antigamente os estilos de roupa eram muito pequeninos e pela roupa percebíamos a que categoria social pertenciam e agora há uma complexidade muito grande, de estilos de roupa que traduzem formas de dizer, identidades pessoais e sociais distintas”. Existe, também, uma complexificação no trabalho em que “há uma segmentação deste, que leva a que um objeto seja produzido envolvendo muitos países e com culturas diferentes”.  

 

Neste sentido, Ponta Delgada vai receber, a 30 e 31 de outubro, na Universidade dos Açores, o 2.º Colóquio “Populações, Desigualdades e Ação Pública”, que vai juntar cerca de 70 investigadores regionais, nacionais e internacionais e é dirigido aos membros do CICS – Centro de Investigação de Ciências Sociais, que é um consórcio de cinco instituições do ensino superior público português.

 

 “Colocar toda essa gente em contacto uns com os outros, saber o que se está a trabalhar, constituir equipas, desenvolver aquilo que se chama, normalmente, ‘networking’, que é rede de relações e de contactos, de maneira a que se consiga produzir equipas que trabalhem a realidade portuguesa, europeia e, também, regional de uma forma mais aprofundada”, adiantou o coordenador do colóquio. Fernando Diogo acrescentou que “vamos ter na região, sensivelmente 70 investigadores do CICS.NOVA, que vão estar organizados em mesas e que vêm trazer essas suas preocupações, debater e ver o que é possível fazer de trabalho, ao nível, por exemplo, da análise e da avaliação das políticas públicas, das transformações da sociedade portuguesa, dos grandes desafios ao desenvolvimento e das potencialidades”.

 

“Cidadania e os Direitos das Crianças”; “Desigualdades e Injustiças”; “Conhecimento e inovação tecnológica”; “Imigração portuguesa” e “Comportamentos de risco e gestão de risco” são alguns dos temas que vão ser abordados durante os dois dias do evento.

 

A iniciativa conta, ainda, como três palestrantes internacionais oriundos da Suiça, França e de Itália. 

 

Após o colóquio, há a intenção de se publicar um livro com algumas comunicações, outras serão publicadas nas revistas “Fórum Sociológico” e “Configurações”.

 

A anteceder o colóquio decorrerão três sessões, abertas ao público, e que acontecem, em São Miguel, a 24 de outubro, no Laboratório Regional de Engenharia Civil, da responsabilidade de Fernando Diogo, da Universidade dos Açores (Uac); no dia 29, a palestra fica a cargo de Carlos Marques, do Instituto Politécnico de Leiria; e, na Terceira, a 25 de outubro, no café “Verde Maça”, haverá um debate a cargo de Francisco Sousa, da academia açoriana.

 

O 2.º Colóquio “Populações, Desigualdades e Ação Pública” acontece, a 30 e 31 de outubro, na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada.

 

Informação Adicional

  • Fonte: Rádio Atlântida
 

 

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