Radio Atlântida

sexta, 21 junho 2019 08:45

Casas de acolhimento residencial não são adequadas à realidade de crianças e jovens, afirma vice-presidente do Centro Social e Paroquial de Fajã de Baixo

Falta de formação contínua para as equipas técnicas e educativas e equipamentos adequados às idades e realidade das crianças e jovens que vivem nas casas de acolhimento residencial são alguns dos problemas apontados pela vice-presidente do Centro Social e Paroquial de Fajã de Baixo.

 

Aldina Gambôa, que falava, à Atlântida, no âmbito do colóquio “Casas de Acolhimento Residencial: Razões, Alternativas”, que vai acontecer, a 27 de junho, em Ponta Delgada, refere que as equipas técnicas têm de ter “mentes muito abertas e serem assertivas”, no sentido de sentirem que é possível realizar “algo para o sucesso das jovens”.

 

No que toca às residências, a vice-presidente diz que é necessário adequá-las à realidade das residentes, pois estas já vêm com personalidade formada.

 

 

“É necessário fazer casas residenciais para jovens que têm um comportamento próximo da delinquência, tem de haver casas que, realmente, estejam organizadas para ganharem autonomia, e ter casas para processos mais simples, de passagem, onde é só repensar, muitas vezes, a vida das jovens e conseguir, em tempo útil, dar uma volta à família para uma integração familiar”, disse a vice-presidente daquele centro paroquial, explicando que, “em alguns casos, à partida, se sabe que não é possível”. Aldina Gambôa diz que “são todas essas circunstâncias que têm de ser muito bem estudadas em função das realidades que, hoje, se modificam a uma velocidade extraordinária”.

 

Aldina Gambôa refere que antes, as casas de acolhimento estavam lotadas, situação que, hoje, não se verifica, frisando, contudo, que há, atualmente, “menos residentes, mas com problemáticas muito diferentes” por serem jovens que chegam com idades entre os 15 e 17 anos. A responsável diz que há “práticas familiares do século XIX; há práticas e colaboradores formados no século XX; e crianças e jovens do século XIX.”, afirmando que têm de as formar para que “consigam enfrentar com sucesso os desafios da sua época”. 

 

Outra das alterações encontradas ao longo dos anos diz respeito à “aproximação de todos os serviços em relação às casas residenciais”, referindo que agora conseguem falar com o médico de família, bem como com pessoas com responsabilidade jurídica, um diálogo que, no entender da vice-presidente daquele centro paroquial, há uns anos não era possível. Referiu, também, que a comunidade começa a ter “uma visão completamente diferente da população que tem ao seu cuidado”, explicando que antigamente estas crianças e jovens eram vistas como “culpadas”. 

 

Melhorar a saúde e os apoios às famílias são algumas das situações que ainda falta fazer. 

 

Assim sendo, e para assinalar o 10.º aniversário das Casas de Acolhimento Residencial Nossa Senhora dos Anjos, vai realizar-se o colóquio com o intuito de melhorar o acolhimento. 

 

“O objetivo deste evento é, realmente, repensarmos com mais pessoas o acolhimento”, revelou a responsável, acrescentando que “procuramos sempre estar disponíveis para melhorar as nossas condições para acolher as nossas meninas e repensar e melhorar o nosso sistema de promoção e proteção”.

 

Intervenção psicossocial; A perspetiva da saúde mental; A visão jurídica; e O papel da Igreja, no âmbito da realidade das casas de acolhimento residencial serão os temas a serem debatidos.

 

O colóquio realiza-se, a 27 de junho, entre as 10h00 e as 19h30, no Centro Natália Correia, na Fajã de Baixo, em Ponta Delgada.

 

São três as Casas de Acolhimento Residencial Nossa Senhora dos Anjos que, apesar de duas delas abrigarem meninas, uma delas é dedicada às fratrias, ou seja, acolhem irmãos, onde há a possibilidade de habitar meninos até aos 10 anos. Neste momento, as casas acolhem 15 pessoas, dois bebés, duas crianças com idades entre os 10 e os 12 anos e as restantes têm mais de 16. 

 

Informação Adicional

  • Fonte: Rádio Atlântida
 

 

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