Radio Atlântida

segunda, 24 dezembro 2018 10:12

“2018 foi um ano de grandes dificuldades para o setor agrícola”, considera Jorge Rita

A seca, o elevado custo de abastecimento de água e a falta de valorização do leite são alguns dos fatores que fazem de 2018 um ano negativo. Segundo o presidente da Federação Agrícola dos Açores, este ano foi de “grandes dificuldades para o setor”. 

 

Jorge Rita refere que a seca teve grande influência no rendimento dos agricultores, tanto nos produtores de leite, de carne, bem como nos produtores tradicionais. 

 

O também presidente da Associação Agrícola de São Miguel (AASM) afirmou que a seca obrigou a um maior investimento, principalmente no setor leiteiro.

 

  

 

Outros custos elevados estão relacionados com o abastecimento de água às explorações que, apesar de ter havido ajuda por parte do Governo Regional, obrigou a que houvesse uma deslocalização mais prolongada das viaturas. O aumento das rações e dos fertilizantes fez, também, com que o rendimento dos produtores “possa ter vindo a baixar”.

 

Sobre as receitas, Jorge Rita diz que existe estabilidade, tanto na carne, como na diversificação agrícola, mas, no que diz respeito ao setor leiteiro, isso não se verifica.

 

“Na questão do leite essa situação não se coloca, infelizmente, porque apesar da manutenção da produção, o que tem acontecido é que não existe qualquer tipo de valorização”, disse Rita, acrescentando que “as subidas que houve em 2018, foi só no início do ano e só uma indústria o fez e, no final, outra repôs aquilo que tinha retirado aos próprios produtores”. O presidente da Federação Agrícola dos Açores referiu que “não houve aumentos de produção do leite em 2018, que era a expetativa que tínhamos, continuamos a ter o melhor leite do mundo e o mais mal pago da Europa e é uma situação inadmissível”, tendo salientado que “temos indústrias muito apetrechadas, muito bem apoiadas pelo Governo Regional, mas continuamos, na nossa opinião, e, enquanto for essa estratégia na região, nivelar os nossos produtos por baixo, ou seja, vender aos preços que estamos a vender o nosso leite e estarmos focados muito nas marcas brancas e no leite UHT, de certeza absoluta que vamos ter grandes dificuldades de sair desta situação dramática que é a valorização do nosso produto”.

 

O responsável pela lavoura açoriana lamenta, também, o facto de haver “investimento para aumentarem as produções e a capacitação para leites UHT”, situação que diz ser uma “estratégia errada de quem decide”, sendo que a expetativa é que “essa situação possa ser invertida”.

 

Apesar disso, Rita realça o empenho daquela Federação Agrícola, do Centro Açoriano do Leite e Laticínios dos Açores (CALL) e das indústrias, na promoção e valorização dos produtos lácteos da região em mercados como o Canadá, um projeto apresentado pela Federação Agrícola dos Açores e que foi aprovado pela União Europeia.

 

Jorge Rita alerta para o facto do executivo açoriano ter compromissos “que já deviam ter sido assumidos”, referindo que “para uns pagamentos tem calendário, e muito bem, mas que para outros andam a adiar pagamentos de um ano para o outro que são, também, muito importantes para toda a  agricultura”.

 

Quanto a expetativas para o próximo ano, o responsável espera que os próximos eurodeputados estejam ligados ao setor.

 

“Temos as próximas negociações do Quadro Comunitário de Apoio e que não sabemos ao certo, devido à negociação, muito longa, do Brexit e que, ainda, não terminou, temos as eleições para a União Europeia e estamos na expetativa para percebermos quem serão os próximos  eurodeputados e se haverá eurodeputados da região”, salientou o responsável pela lavoura açoriana. Acrescentou, ainda, que “se houver, no mínimo, que eles tenham alguma ligação à agricultura, porque esse setor, na União Europeia, representa 40% do seu orçamento e, isso, também, é um desafio para região, pois não basta dar prémios a quem já foi governo ou já fez alguns trabalhos”, realçando que “o que é essencial, para nós, é que tenha uma ligação, muito forte, à agricultura”.  

 

Valorização do leite em novos mercados é um dos desafios para 2019.

 

“Os desafios para a produção são sempre enormes. É continuar a produzir, no sentido de manter a qualidade e a excelência”, frisou Rita. O presidente da Federação Agrícola dos Açores referiu que “os desafios para quem decide em matéria da agricultura, que tem a ver com os Governos Regional, Central e da União Europeia, estão relacionados com o próximo Quadro Comunitário de Apoio e a importância que esses fundos têm nas economias agrícolas de toda a União Europeia”. Jorge Rita salientou que “a questão da convergência nacional para a região, também, tenha discriminações positivas”, acrescentando que “ é um desafio para a indústria, no sentido de procurar novos mercados que valorizem mais o nosso produto, para que depois, de uma forma direta, todos os agricultores e produtores de leite, nesse caso concreto, possam melhorar o seu rendimento por essa via”. O responsável afirmou que “não sendo assim, 2019 será mais um ano, em que toda a lavoura vai empurrar com a barriga tudo aquilo que são os seus problemas atuais”.

 

Sobre as verbas aprovadas no Orçamento da Região para a agricultura, o presidente da Federação Agrícola dos Açores diz que “não são suficientes”, explicando que “para além das verbas e dos montantes lá alocados, o importante é a sua execução”, salientado que “falam de planos de intenção, e na prática não são executados, conforme as verdadeiras intenções”. 

Informação Adicional

  • Fonte: Rádio Atlântida
 

 

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