Radio Atlântida

quinta, 04 outubro 2018 08:52

Professores e educadores dos Açores em greve esta quinta-feira

Recuperação integral do tempo de serviço prestado em tempo de congelamento, regime de aposentação específico para os professores aos 36 anos de serviço, condições de trabalho adequadas  e combate à precariedade são as reivindicações apresentadas pelo Sindicato de Professores da Região Açores (SPRA) para a greve desta quinta-feira. 

 

Uma paralisação levada a cabo pelas estruturas sindicais em todo o país desde segunda-feira e que culmina, amanhã, com uma manifestação nacional e com concentrações na região. 

 

Hoje vai ser entregue à presidente da Assembleia Legislativa Regional açoriana, ao representante da República nos Açores e ao presidente do Governo Regional a moção “Pela reposição da justiça, pelo cumprimento dos compromissos assumidos e pela dignificação e valorização da profissão docente”, aprovada nos plenários realizados em toda a região, no mês de setembro. 

 

  

“Queremos, exatamente, chamar a atenção para as nossas reivindicações que são justas e pelas quais temos lutado. Já há uma proposta do Governo da República, de dois anos, nove meses e dezoito dias para recuperar a totalidade, precisamos de recuperar estes, mas não podemos aceitar que fique por aqui”, disse Luísa Cordeiro. A vice-presidente  acrescentou, ainda,  que“por isso queremos chamar a atenção para a nossa reivindicação no sentido de haver uma concertação para resolver este problema”, afirmando que “ninguém está a pedir retroativos, ao contrário do que, muitas vezes, se diz na comunicação social”. A professora salienta que “estamos a exigir, simplesmente, que o nosso tempo de serviço, que foi prestado com profissionalismo e muita dedicação, seja recuperado, ainda que faseadamente”. 

 

Luísa Cordeiro, vice-presidente daquela estrutura sindical, em entrevista, à Atlântida, chamou a atenção de que os docentes “não foram intransigentes nos impulsos remuneratórios decorrentes da contagem do tempo de serviço a partir de 1 de janeiro de 2018”, afirmando que “esse pagamento é feito em quatro fases” e só a partir de 1 de dezembro de 2019 é que os professores vão ver essa diferença. 

 

A sindicalista assegurou que “houve disponibilidade para o faseamento do pagamento e da recuperação de serviço”, frisando que “não há disponibilidade absolutamente nenhuma - não estamos mandatados para isso - para não exigir a totalidade do tempo de serviço que foi prestado para efeitos de progressão na carreira”. 

 

A vice-presidente do SPRA falou, ainda, da atitude assumida pelos governos Regional e da República.

 

“Não faz sentido que, perante uma proposta que foi apresentada pela plataforma sindical, que é uma proposta muito sustentável de recuperar o tempo de serviço de modo a ter impacto em cinco orçamentos, ou seja, começando a recuperação só em 2019 e terminando em 2023, não haja uma abertura diferente, daquela que tem havido por parte de ambos os governos”. 

 

Amanhã, Dia Mundial do Professor, o SPRA vai promover uma concentração de professores e educadores, pelas 15h00, junto ao Palácio de Sant’Ana, em Ponta Delgada, juntando-se, assim, à manifestação nacional. 

 

Luísa Cordeiro apelou à adesão dos docentes, afirmando que “a luta é o caminho e não há outro”. 

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  • Fonte: Rádio Atlântida
 

 

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