Radio Atlântida

quarta, 16 maio 2018 11:02

Açores registam 25 novos casos de melanoma por ano

Nos últimos anos, os Açores têm registado 25 novos casos de melanoma por ano e 225 casos de cancro de pele não-melanoma (carcinoma espinocelular e carcinoma basocelular). Números preocupantes, considera a médica dermatologista Sandra Medeiros, em entrevista, à Atlântida, em pleno Dia Europeu do Melanoma.

 

De acordo com a especialista, a taxa de incidência do melanoma continua a aumentar 8% ao ano, tendo Sandra Medeiros a esperança de que, nos próximos 20 anos, haja uma estabilização desta “curva crescente” e consequente diminuição de casos, face a todos os esforços ao nível da prevenção primária que têm sido realizados, principalmente junto dos mais novos.

 

Quanto aos fatores de risco, a exposição solar continua a ser o principal. A médica sublinha que o comportamento de cada pessoa é o mais importante.

 

 

"O que as pessoas devem, efetivamente, fazer é pensar numa pirâmide e, portanto, em primeiro lugar, o mais importante é o nosso comportamento ao sol. É carcinogénico estar ao sol entre o meio-dia e as quatro da tarde, com ou sem protetor solar, e os estudos mais recentes revelam que as pessoas que mais protetor solar usam, infelizmente são as que mais têm cancro de pele e isto porque o protetor solar, que devíamos usar o dobro da quantidade como se fosse um creme hidratante, constitui uma falsa segurança hoje em dia, as pessoas usam, por exemplo, às 11h30 e prolongam o tempo que não devem", alerta a médica dermatologista.

 

Para Sandra Medeiros, a segunda base da pirâmide deve ser a sombra, o uso adequado de vestuário nas crianças e adolescentes e o uso de óculos com proteção ultravioleta. Só em terceiro lugar da pirâmide deve estar o protetor solar que, de acordo com a especialista, deve ter regras, ou seja, as crianças devem usar sempre um protetor solar mineral e os adultos um protetor químico, com um índice mínimo de 30.

 

Por outro lado, e relativamente à taxa de mortalidade deste tipo de cancro, a dermatologista adianta que o melanoma continua a ser o tumor que, apesar de ser o mais raro, provoca mais mortes. Segundo a dermatologista, "ele é tão mortífero que, se compararmos que comporta apenas 10 por cento de todos os cancros de pele, é responsável por metade das mortes provocadas pelo cancro de pele. Normalmente, nos Açores, temos cerca de cinco casos por ano que falecem com melanoma e relativamente aos outros cancros de pele , nomeadamente o espinocelular, são também cinco o número de doentes, em média, que morre e verifica-se que tem uma letalidade muito menor, daí a nossa preocupação, pois não é só o cancro mais mortífero, como também afeta populações jovens"

 

 

Sandra Medeiros alertou, ainda, para o perigo que é a exposição nos solários, salientando que estes são “máquinas de cancro de pele”.

 

No âmbito do Dia Europeu do Melanoma, decorre hoje um Rastreio Nacional ao Cancro de Pele, incluído no programa europeu do Euromelanoma 2018, e que o Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, e a Clínica do Colégio, cujo Sandra Medeiros é proprietária, se associaram. Destina-se a toda a população em geral.

 

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  • Fonte: Rádio Atlântida
 

 

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