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quinta, 04 janeiro 2018 10:32

Presidente da ACAPO Açores quer melhorias no ensino de braille nas escolas da região

O presidente da Delegação dos Açores da ACAPO – Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal defende que as escolas da região deveriam melhorar o ensino de braille. Outra das reivindicações tem a ver com os poucos produtos alimentares e medicamentos que têm este sistema de escrita.

 

Pedro Resendes, em entrevista à Atlântida, em pleno Dia Internacional do Braille, afirma que um dos problemas é a falta de profissionais habilitados para lecionar braille. Outra das barreiras diz respeito ao material, por ter custos elevados.

 

“A nível de braille para cegos ou pessoas de baixa visão existem muito poucas pessoas habilitadas para o efeito. Era preciso habilitarmos mais.”. O responsável pela associação refere que “nós estamos atentos a essa situação já fizemos dois cursos de braille, mas reconheço que é, sinceramente, pouco para as pessoas que se calhar necessitavam deste tipo de ensino. Além de que o material é muito caro, estamos a falar de material que custa à volta de 5000 euros, - isto para os cegos, para os amblíopes um pouco menos - mas de qualquer maneira estamos a falar de materiais extremamente caros”. Pedro Resendes sublinha que “além de que as pessoas lidam melhor do que uma pessoa surda - porque é só fazer gestos - do que com uma pessoa cega ou com baixa visão.  Entraram mais facilmente em pânico”,  afirmando que “não é que seja necessário, mas entram”, disse. 

 

De acordo, ainda, com o responsável, atualmente, existem cerca de 150 invisuais ou com baixa visão nos Açores, dos quais 50 sabem ler em braille. 

 

Pedro Resendes diz que “que nunca é demais” ter produtos alimentares e  medicamentos com aquela escrita, explicando o que ainda falta fazer. 

 

“Os medicamentos têm os nomes por fora, mas se formos ao prospeto, não têm nada escrito. Os artigos só em cartão, de resto temos um número muito vago dos alimentos e de resto temos uma falta de informação sobre validades, para que servem e o que é que são. Temos muita falta de informação, neste aspeto”, afirmou. 

 

Hoje a associação vai estar presente na Escola Secundária Antero de Quental, em Ponta Delgada, para sensibilizar os jovens para a mobilidade e orientação. O delegado dos Açores da ACAPO afirma que os jovens estão cada vez mais sensibilizados para este tipo de problemas, são curiosos e lidam melhor com a diferença. 

Informação Adicional

  • Fonte: Rádio Atlântida

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