Radio Atlântida

quarta, 04 janeiro 2017 12:39

ACAPO Açores defende que escolas da região deveriam ensinar braille

O presidente da Delegação dos Açores da ACAPO - Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal defende que as escolas açorianas deveriam lecionar braille. No entanto, o problema é que há falta de profissionais para o efeito.

 

Segundo Pedro Resendes, atualmente existem cerca de 130 invisuais ou com baixa visão nos Açores, dos quais 70 % sabe ler em braille.

 

Em pleno Dia Mundial do Braille, o responsável recorda que recentemente foram formadas, pela associação, 30 pessoas neste tipo de escrita que estão aptas a ensinar nas escolas e universidades. No entanto, a situação complica-se quando se fala de custos, adiantando, Pedro Resendes, que “ser cego nos Açores é muito caro”.

 

“Às escolas, o que digo é que aproveitem esses meios humanos que estão ao dispor e em relação à Direção Regional da Educação é muito complicado porque estamos a falar de uma impressora, de um programa para computadores, de máquinas e ‘n’ situações extremamente caras, e, portanto, digamos que ser cego nos Açores é muito caro. E isto complica um bocado a situação, pois estamos a falar de verbas que rondam os 10 mil euros para cada escola. As escolas o que dizem é que falam com a Direção Regional, mas se esta financia uma, não pode financiar duas ou três no mesmo ano”, refere Pedro Resendes.

 

Neste sentido, o presidente da Delegação dos Açores da ACAPO faz questão de deixar um apelo: “Dentro daquilo que fosse possível, às escolas, tentarem formar pessoas para, dentro da área da educação especial, saberem braille ou poderem ensinar aqueles que vão precisar mais cedo ou mais tarde. Nós estamos abertos, mas não podemos estar a bater de escola em escola a saber se precisam. Vamos fazer os nossos cursos nos próximos quatro anos, mas se ninguém nos bater mais à porta é sinal que 'está tudo bem', contudo, sabemos que não está e são eles que nos têm que dizer que estão mal e que precisam de ajuda e, obviamente, estamos abertos a ajudá-los, dentro das nossas possibilidades”, afirma.

 

Por outro lado, Pedro Resendes admite que a escrita em braille tem registado grandes melhorias, como é o caso dos alimentos em alguns estabelecimentos comerciais e os medicamentos.

 

“Já há alguns alimentos que têm esta escrita, pelo menos os nomes daquilo que se está a comprar em alguns estabelecimentos, 95 por cento dos medicamentos já têm os seus nomes nas farmácias, falta agora o prospeto, e outras coisas que estão menos bem, por exemplo as pequenas superfícies comerciais que não têm os alimentos pretendidos com os nomes em braille", explica.

 

De acordo com o responsável, nos Açores há já vários serviços que disponibilizam meios em braille, nomeadamente os elevadores. Contudo, ainda há muitas dificuldades, caso das senhas que, segundo Pedro Resendes, os invisuais têm de esperar que alguém lhes dê a senha e diga o seu número. No entanto, com a nova lei da prioridade, adianta que este processo foi facilitado.

 

 

A ACAPO Açores conta neste momento com 80 associados e utentes.

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  • Fonte: Rádio Atlântida
 

 

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